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RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA OI E SUAS IMPLICAÇÕES NA VIDA DOS CONSUMIDORES

  • Marcelo Castellain Maba
  • 15 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura

recuperação judicial da oi

A Oi S/A, uma das maiores empresas de telecomunicações do Brasil, entrou com um pedido de recuperação judicial em abril de 2016. O pedido foi motivado por dificuldades financeiras significativas, resultantes de uma série de fatores, incluindo endividamento elevado e mudanças no mercado de telecomunicações.


A recuperação judicial da Oi S/A é um dos maiores processos desse tipo na história do país e tem atraído considerável atenção do mercado e da comunidade jurídica. O processo envolve negociações complexas com credores, reestruturação de dívidas e busca por soluções que possibilitem a continuidade das operações da empresa.


O desfecho da recuperação judicial da Oi S/A terá ramificações significativas para o setor de telecomunicações e para o mercado financeiro como um todo. É um caso que evidencia a importância do sistema de recuperação judicial como uma ferramenta para empresas em dificuldades financeiras buscarem reestruturação e continuidade de suas atividades.


No âmbito do plano de recuperação judicial da Oi S/A, foram estabelecidas diversas formas de pagamento para os credores, com destaque para os credores quirografários (no caso os clientes de terminais telefônicos em geral). Esses credores, que não possuem garantias específicas sobre os ativos da empresa, são frequentemente uma parte significativa dos credores em processos de recuperação judicial.


No caso da Oi S/A, o plano de recuperação judicial propõe formas de pagamento que podem incluir aporte de capital, conversão de dívidas em participação acionária na empresa, alongamento de prazos (em até 20 anos) e deságio sobre o valor do crédito (até 85%). Essas medidas visam equilibrar as necessidades da empresa em dificuldades financeiras com as expectativas dos credores de receberem pelo menos parte de seus créditos.


Para os credores quirografários, as formas de pagamento estabelecidas no plano de recuperação podem representar uma oportunidade de recuperar parte de seus créditos de maneira mais viável do que em um cenário de falência. No entanto, as negociações entre a empresa e os credores quirografários podem ser complexas e demandar um cuidadoso equilíbrio de interesses.


É importante ressaltar que o sucesso da recuperação judicial da Oi S/A dependerá, em grande parte, da adesão e da cooperação dos credores, incluindo os quirografários, ao plano proposto. O desfecho desse processo terá impactos significativos não apenas para a empresa e seus credores, mas também para o ambiente jurídico e econômico do país como um todo. Continuaremos acompanhando de perto os desenvolvimentos e forneceremos atualizações conforme necessário.


Nosso escritório acompanhou ativamente a recuperação judicial da OI estando presente com os administradores legais da companhia (PwC e Escritório de Advocacia Wald), magistrado da 7ª Vara empresarial do Rio de Janeiro e, inclusive, na assembleia de credores ocorrida em dezembro de 2017. Estamos acompanhando de perto os desdobramentos desse processo e forneceremos atualizações conforme novas informações surgirem.


Escrito por:


Marcelo Castellain Maba

OAB/SC 28.173


 


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